Até segundo aviso
Você prometeu me amar"
Chico Buarque de Hollanda
Ler é o início, o meio e o fim do conhecimento. É construtivo, e pode ser prazeroso, tanto para distração como para fins didáticos. A leitura é o primeiro passo para evitar qualquer tipo de alienação.
Os mais variados tipos de leitura podem transcender ideologias, mudar pequenas atitudes e até gerar novas perpectivas de vida. É absurdo ter o privilégio da alfabetização e não querer usá-lo diariamente, não deve ser por obrigação mas por realmente entender quão decisiva uma leitura a mais pode ser, não só para avialiações de conhecimento mas para o modo de agir, para saber melhor se expressar.
Este hábito deve ser adquirido desde que se aprende o bê-a-bá e ser levado ao fim da vida. Pequenos detalhes podem mudar todo um significado, conceitos que se parecem podem, no fundo, ser antagônicos. Interpretar é o início de toda a informação, e para isso não há fórmula mágica, é uma questão de exercício diário.
Por mais díficil que possa ser se concentrar em um texto literário ou informativo, é sempre indispensável a atenção. O necessário não é apenas ler, mas saber como fazê-lo. O conhecimento só pode ser um benefício a quem o possui, estar informado do que se passa ou o que já aconteceu no mundo e fora dele é de suma importancia para se adaptar e entender o porquê das regras sociais, dos costumes e da cultura de hoje em dia.
Falta que me faz
O apogeu de minha história
Meus anos de glória
Que já nao posso viver
Lembro sonhos, amores e o céu
Meus sábados saudosos
Minhas bonecas no colo
Cantando, na chuva, canções de ninar
Que ensolarada era a tarde
Aos meus oito anos de idade
Em que pela primeira vez
Te amei, mais que perfume em flor
O lago projetado
Meramente humano
Desengonçado
Mas doce de se lembrar
Que paz, aroma e surpresa
Com melodia serena
Vem tu da natureza
Implorando para ficar
Beijar era distante e distinto
Do nosso dia corrido
De aveuntura sedento
Sob sol ou luar
Ó dama que é da noite
Primavera em suas flores
Os platonicos e já sem face
Em teu perfume lembraste
Em vez da falta de agora
Tinha em minha frente delícia
Na mente nenhuma malícia
E as bençãos de meus avós
Filha liberta da fazenda
Não quietava só
Menos ainda serena
Corria nos limoeiros
Faceiros
Vento no rosto, pé no chão
De cada dia era meu pão
Quartos em breu os nossos
Fantasmas saudosos
Choravam ditosos
Pelos seus oito anos de idade
Orava à mãe Iemanjá
Longe nas águas do mar
Que para sempre me alimentasse
De motivos pra cantar
Falta que me faz
O apogeu de minha história
Meus anos de glória
Que já nao posso viver
Naqueles sábados saudosos
Com minhas bonecas no colo
Cantando, na chuva, canções de ninar